Estabeleceram em pontos estratégicos do seu vasto território a figura do fator agente via de regra, um comerciante prospero e conhecido de determinada região que se encarregava de promover o comercio local, de prestar informações creditícias sobre outros comerciantes, receber e armazenar mercadorias provenientes de outras praças e fazer a cobrança, pela qual recebia em pagamento uma remuneração. Era um autêntico consultor de negócios. Factor – verbo facere – facio – facis – feci factum = agir, fazer, desenvolver e fomentar. O factor dos romanos era o agente mercantil. Com o tempo, os factors prosperaram, passaram a pagar a vista os seus fornecedores o valor das vendas por estes efetuadas, antes mesmo de os compradores fazê-lo. O factor, a par dos serviços prestados, substituiu o comprador, melhorando o padrão de crédito e efetuando a cobrança junto ao comprador final daquela mercadoria. Como as comunicações eram precárias, o produtor enviava, em consignação, seus bens para o agente mercantil, que deveriam ser vendidos pelo agente e despachados diretamente ao comprador final. Assim, surgiu o sentido moderno do factoring, com a venda dos créditos oriundas das vendas dos bens, pelos produtores ou fornecedores, os factors adquiriam o direito de cobra-los, com seus legítimos proprietários. O factor, que no sentido primitivo prestava serviço de comercialização, distribuição e administração, agregava a função de fornecedor de recursos. Factoring = atividade mercantil, nobre e complexa, de reconhecida utilidade socio-econômica e legalmente exercida por empresas especializadas, que inibe a desintermediação financeira e contribui para melhorar a liquidez do sistema econômico para os bancos, reduzindo seus custos e risco, para as pequenas e médias empresas, assegurando-lhes o indispensável apoio gerencial e financeiro e para o país, incrementando a produção, gerando mais empregos e garantindo a sobrevivência do importante segmento da pequena e média empresa, sustentáculo de toda economia. Para atender a este propósito é que a Banca Di San Giorgio 1º registro datado do ano de 1407 em Gênova na Itália veio ao mercado Pernambucano, legalmente constituída e estabelecida, baseada na ética, disciplina e regulação, expandir a demanda mercantil, através de sua prestação de serviços, aumentando a liquidez e rentabilidade de seus clientes e da economia brasileira. Recife, 09 de Abril de 2001. Fonte: Factoring no Brasil – Luiz Lemos Leite